A Administração no Antigo Egito

A administração no Antigo Egito era muito bem organizada! Havia uma divisão de territórios no império chamadas “nomos”. Você pode pensar nelas como províncias ou “estados”.

Nomos: os “estados” do império

Haviam um grande número de nomos, que eram subordinados ao poder central exercido pelo faraó.

Você pode imaginar esses nomos como sendo estados. Haviam vinte (20) nomos no Baixo Egito e vinte e dois (22) no Alto Egito.

Nomos do Baixo Egito

Os nomarcas administravam os nomos. Embora eles fossem nomeados pelo faraó, eles sempre buscavam prolongar seu poder para sua descendência (sim, não eram muito diferentes dos políticos de hoje, rs).

Abaixo dos “nomarcas”, havia um papel importantíssimo para a estrutura governamental: os escribas.

Escribas

A palavra escriba, em egípcio antigo, signicava sesh. O termo sesh é normalmente traduzido como desenhar ou criar.

A ocupação de escriba era marcada pelo domínio da escrita e este desempenhava várias funções, mas você pode imaginar ele como um secretário ou contador, que atuava na burocracia do estado.

Escriba egípcio

Os escribas eram muito valorizados na sociedade, porquê eram muito importantes para o funcionamento do estado. Subordinados ao faraó, clero e nomarcas (a “galera mais ao topo na sociedade”), eles ajudavam a administrar o império e fazer a documentação de tudo: preços e custos, contratos de negociações, impostos, documentos relativos a obras públicas, etc.

Os hieróglifos eram compostos de muitos símbolos e desenhos. Por isso, escrever se assemelhava mais a “desenhar”.

Claro que, uma pessoa que pretendesse um cargo de elevada posição, como de um escriba, seria avaliada criteriosamente pela sua dedicação aos estudos, respeito aos superiores, temperamento equilibrado, etc.

O governo contava com um sistema de cobrança de impostos bem eficiente. Com isso, distribuía recursos para a agricultura, indústria e comércio. O Egito chegou a desenvolver, inclusive, um serviço postal!

Vizir

Houve também a figura do Vizir. Esse cara era a segunda mais alta autoridade do país (subordinado ao faraó). Você pode pensar nele como um “primeiro ministro”, como há na Inglaterra por exemplo.

Ele tinha que supervisionar o funcionamento do país: as finanças, os grandes departamentos, as obras públicas, os arquivos governamentais, os nomos, etc. E reportar tudo ao Faraó.

Houveram épocas que haviam dois (2) vizires: um responsável pelo Alto
Egito e o outro pelo Baixo Egito.

O vizir também monitorava os quatro (4) grandes departamentos em que se dividia a administração do império.

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Autor: Diego Queres

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