Proclamação da República

Como em qualquer quebra de regime a Proclamação da República obviamente não se iniciou em 15 de Novembro de 1889. Da mesma forma que ocorre em qualquer evento histórico, muitos movimentos e eventos anteriores acabaram justificando o fato, que determinou a quebra definitiva do país com o sistema imperialista, implantado menos de sete décadas antes.

 

 

O descontentamento geral

O Império vinha dando mostras de que ia acabar, especialmente por encontrar em várias camadas da sociedade brasileira apoio para isso.

O primeiro motivo de insatisfação se relacionava com a Guerra do Paraguai, que fez o Brasil enfrentar uma grave crise econômica. O governo precisou pedir um gordo empréstimo, o que a longo prazo acabaria nos endividando demais.

Outro setor que se mostrava bastante infeliz com as ações do Império era o comandado pelas elites agrárias. A Lei Áurea para eles significara um prejuízo sem precedentes, já que estavam muito confortáveis dentro do sistema escravocrata, que acreditavam fortemente que jamais acabaria. Desse nicho eram os cafeicultores os que mais se opunham a postura do governo.

Os militares também não estavam nada felizes com os monarcas. A insatisfação aqui se baseava na proibição a manifestações na imprensa, imposta a classe.

Por último vinham os comerciantes, jornalistas, artistas, funcionários públicos e afins, todos crescendo junto a classe média nas cidades e desejosos de participar mais das decisões políticas do país, bem como de desfrutar de mais liberdade.

 

 

Os personagens

Foram muitos os republicanos e positivistas envolvidos no movimento que deu início ao fim da monarquia no Brasil. Aristides Lobos, Quintino Bocaiúva e Francisco Glicério estavam entre eles.

 

Os republicanos também contavam com o forte apoio de Rui Barbosa, prestigiado jornalista e deputado e de Benjamin Constant, que era professor, estadista e também militar.

 

 

A proclamação

Em Novembro de 1889 iniciou-se o levante popular que levaria a República, liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca, que seria o futuro presidente do nosso país. No dia 15 do mesmo mês, o militar forçou D. Pedro II a abdicar do troco, o que permitiu que a proclamação se desse em seguida no Quartel General do Exército, no Rio de Janeiro.

Marechal Deodoro da Fonseca

Marechal Deodoro da Fonseca

 

Com a proclamação da República, o caminho que se deu em seguida foi o de levar à frente várias reformas de cunho mais republicano, como por exemplo a separação do Estado e da Igreja, o que na época fomentou muitos protestos.

 

 

A constituição

A redação da nossa primeira constituição foi terminada em Julho de 1891 e teve como inspiração a constituição vigente nos Estados Unidos desde Fevereiro do mesmo ano.

Esse ideário fez o país adotar o posto de República Federal e passamos a ser conhecidos como Estados Unidos do Brasil. Como já apontamos anteriormente o nosso primeiro presidente foi Deodoro da Fonseca.

Capa do Jornal "O século" com a notícia da proclamação

Capa do Jornal “O século” com a notícia da proclamação

 

O Marechal Deodoro, no entanto, não ficou no posto por muito tempo. Os seus métodos arbitrários passaram a gerar comoção entre os opositores do congresso. Sabendo disso, Fonseca decidiu dissolver a Assembleia em Novembro de 1891, o que fez com que a Marinha se levantasse contra sua ação ditatorial.

Sem demora ele cedeu o posto para seu vice, o Marechal Floriano Peixoto. A postura do então presidente e do seu antecessor, no entanto, não foram tão divergentes, já que Peixoto foi tão repressor quanto Fonseca, tendo como principal foco os oposicionistas que desejavam o retorno da monarquia.

 

 

 

 

Multimídia

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Autor: Andressa Faria de Almeida

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