A Batalha de Stalingrado

Um dos episódios mais comentados quando se fala de Segunda Guerra Mundial é sempre a Batalha de Stalingrado. Ela aconteceu durante os anos finais do confronto global, mais precisamente entre 19 de Agosto de 1942 e 2 de Fevereiro de 1943 e é considerado um dos entraves mais sangrentos da história da humanidade, já que após seu fim mais de 1,5 milhão de soldados de ambos os fronts estavam mortos. O embate foi travado entre forças antagônicas naquele cenário: a Alemanha nazista e a União Soviética, naqueles tempos comandada pelo ditador comunista Stalin.

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Como se pode imaginar Alemanha e União Soviética não eram inimigas apenas pela guerra, mas também por suas crenças étnicas e políticas. Enquanto um país defendia o nacional socialismo e a ideia de que a raça ariana era superior os soviéticos se pautavam há quase 3 décadas no comunismo, sendo a população em sua maioria um grande aglomerado de povos eslavos, odiados pelos alemães.

Sendo assim, era óbvio que o pacto de não agressão assinado por Hitler e Stalin em 1938 em algum momento seria quebrado. As forças da SS consideraram válido fazê-lo em meados de 1942, por razões diversas, mas se formos elencar um forte motivo esse seria a necessidade de conseguir mais petróleo (meses antes os Estados Unidos da América haviam entrado na guerra, do lado dos soviéticos). A cidade de Stalingrado, hoje rebatizada como Volgogrado foi a escolhida para os ataques a atual Rússia começarem porque era por ela que passava toda a comunicação e também todo o artefato industrial dos soviéticos, então a invasão ser iniciada ali facilitaria a tomada da capital Moscou.

Perder a guerra, ainda mais para a Alemanha, era algo inadmissível para a União Soviética. Não é por acaso que a resistência na cidade foi fortíssima. Não só os fronts de batalha estavam altamente engajados, mas não faltou empenho da população na luta contra os seus invasores.

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Imagem no front de batalha

 

Ainda assim, houve um momento em que 9/10 da cidade estavam tomados pelos alemães, graças ao empenho de Hitler em tomar de vez Stalingrado e assim garantir não apenas a derrota daquele adversário, mas praticamente o ganho da Segunda Guerra Mundial, já que se os soviéticos se rendessem só faltaria do lado inimigo a rendição da Inglaterra, considerada óbvia naquele momento.

O problema é que o front alemão já estava degastado da guerra antes mesmo de chegar à cidade. Os comandantes, para piorar, ignoraram duas poderosas armas que a Rússia tem até hoje: um número incrível de moradores e muito, muito frio no inverno. As condições que eram adversas para os alemães se tornaram propícias para que aos poucos os soviéticos fossem retomando a cidade, com táticas de guerrilha, muita coragem, obstinação e força.

Restou aos alemães recuarem, mas sem se render, porque essa condição era inconcebível a Hitler. Querendo dificultar ainda mais a rendição do próprio exército o ditador alemão promoveu o marechal de campo que cuidava daquela operação, Friedrich Paulus, ao posto mais alto da ordenação militar. A mensagem era clara: fiquem e lutem até a morte, porque até aquele momento na história militar alemã nunca um marechal havia se rendido.

Contrariando as expectativas do seu superior Paulus não resistiu a pressão e se rendeu em Fevereiro de 1943. A vitória dos russos não era apenas o ganho sobre um inimigo íntimo, mas significou enfim a mudança dos rumos da guerra, com o início da queda da Alemanha nazista.

 

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Autor: Andressa Faria de Almeida

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